A infância e o sistema semiótico de mãos carimbadas na arte rupestre
DOI:
https://doi.org/10.24885/sab.v31i2.602Abstract
Os agentes sociais infantis geravam registros arqueológicos, muito embora por um largo período não tenham sido considerados relevantes no marco da literatura arqueológica. No Estado do Ceará, no Nordeste do Brasil, há registros de mãos carimbadas infantis num painel de arte rupestre. No marco dos sistemas de classificações que fundamentam tradições arqueológicas de arte rupestre, as mãos carimbadas foram circunscritas à Tradição Agreste e, posteriormente, como expressivo demarcador da Tradição Geométrica. Na perspectiva semiótica, independente de se filiar a tradições arqueológicas em arte rupestre, o estudo de mãos carimbadas é passível de se constituir num corpus de elementos icônicos, no qual a pintura de mãos carimbadas infantis está na ordem da similaridade do objeto.
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